Um beijo

às faces, nuances, avessos de tantos sóis, ícaros, jardins e ilhas, ciro e aura meus filhos, ana lee minha mulher, postais, subúrbios e manifestações de rua, cássio e roberto gava, chico, caymmi, um coreto de liverpool, regina hasegawa, tom jobim, às chuvas, roseiras de debussy e andré breton no tempo de dalí, ao violão, aos midis, ao piano, gracco, willer, thiné e floriano, ao vinho, ao vesúvio e a uma faca só lâmina, cujo metal não é só deste mundo, aos discos, livros e quadros sonhados na música em continuidade, mário carvalho, francisco e clara, paolo e francesca, ao náutilus e às águias, à terrível estrela que vive no mais selvagem céu, irmão marcos, costa netto, aos cães que farejam um insuspeito signo no zodíaco, brau, o zi, ita, stuani, aos lírios do campo, serra negra, aos anjos ascendentes, entre outros, quiçá você recorde, às gotas e aos borbotões, a tudo e a todos que possibilitam o íntegro chão de um real indeterminado, um beijo.

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